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Empréstimos consignados terão juros ainda mais altos a partir de agora

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) recentemente aprovou um aumento no teto de juros para o crédito consignado destinado a pensionistas e aposentados do INSS. A taxa, que era de 1,80% ao mês, foi elevada para 1,85%. Essa decisão surge em meio a um cenário econômico desafiador, onde a taxa Selic, definida pelo Banco Central, tem apresentado sucessivos aumentos.

Os bancos, representados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), defendiam um aumento ainda maior, para 1,99%. O argumento principal é que taxas abaixo desse patamar não garantem a rentabilidade necessária para as operações financeiras, especialmente em um contexto de alta da Selic.

A proposta de aumento para 1,85% foi apresentada por Helio Queiroz da Silva, representante da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no conselho, e foi aceita pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

Por que o teto de juros foi aumentado?

A decisão de elevar o teto de juros foi influenciada por vários fatores econômicos. Um dos principais é o aumento da taxa Selic, que desde setembro do ano anterior subiu 3,75 pontos percentuais, atingindo 14,25%, o maior nível em mais de oito anos. Esse aumento impacta diretamente o custo de captação dos bancos, que por sua vez afeta a margem de lucro das operações de crédito.

Para os beneficiários do INSS, o aumento do teto de juros significa que o custo dos empréstimos consignados pode subir. No entanto, a decisão visa evitar um impacto ainda maior no futuro, caso a Selic continue a subir. 

O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo onde as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento ou benefício, o que geralmente oferece taxas de juros mais baixas em comparação com outras formas de crédito.

É importante que os aposentados e pensionistas estejam cientes dessas mudanças e considerem cuidadosamente suas opções de crédito. 

Clyverton da Silva

Jornalista e revisor, especialista em benefícios.

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