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Quase 1 milhão de pessoas podem perder o benefício do Bolsa Família. Entenda o motivo!

Neste ano de 2025, o programa Bolsa Família, essencial para a segurança social de muitos brasileiros, enfrenta um corte significativo em seu orçamento. A redução de R$ 7,7 bilhões no financiamento total, que agora é de R$ 159,5 bilhões, levanta preocupações sobre como isso afetará as famílias que dependem desse auxílio.

O anúncio das novas diretrizes foi feito através de um decreto publicado no Diário Oficial da União, gerando um debate intenso sobre o futuro do Bolsa Família. Estima-se que cerca de 840 mil famílias possam ser impactadas, destacando a importância de entender as novas regras e seus potenciais efeitos.

Como as mudanças afetam os beneficiários

Uma das principais alterações é a exigência de entrevistas domiciliares para famílias unipessoais, aquelas compostas por apenas uma pessoa. Esta medida tem como objetivo reduzir fraudes, mas pode criar obstáculos para pessoas em regiões de difícil acesso ou com limitações de mobilidade. 

Além disso, a regra de proteção, que permitia que famílias permanecessem no programa mesmo com um aumento de renda, foi modificada. Agora, o limite de renda e o tempo de permanência serão determinados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, gerando incertezas sobre a continuidade do auxílio para muitas famílias.

Por que o orçamento foi reduzido?

O governo argumenta que o corte no orçamento é necessário para corrigir distorções e aumentar a eficiência do programa. No entanto, especialistas alertam que até 970 mil famílias podem perder o benefício, dependendo de como o orçamento será administrado. Desde o início do ano, uma revisão cadastral mais rigorosa tem levado à exclusão de beneficiários que não atendem aos critérios estabelecidos.

Em março, o programa atendeu 20,5 milhões de famílias, com um gasto total de R$ 13,7 bilhões. O valor médio do benefício foi de R$ 668,65, incluindo auxílios adicionais para necessidades específicas. Com a redução do orçamento, há preocupações de que o número de beneficiários possa diminuir consideravelmente.

Clyverton da Silva

Jornalista e revisor, especialista em benefícios.

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